São Paulo

08/10/2016
Mundo em transição. Para onde vamos?

Rio de Janeiro

18/03/2017
Gênero e Diversidade

Curitiba

03/06/2017
Diálogo entre Gerações

Brasília

10/07/2017
Vamos falar do humano diante da tecnologia?

Salvador

30/09/2017
Identidade Brasileira

São Paulo

04/11/2017
A Alma Humana. O que nos Move?

Belo Horizonte

03/03/2018
Liderança para um novo tempo

Belém do Pará

14/04/2018
Vamos trocar de lugar?

Porto Alegre

19/05/2018
Educar para Revolucionar

Recife

11/08/2018
Você tem medo do que?

Florianópolis

13/10/2018
Gente existe? Que mundo você está deixando pra mim?

São Paulo

18/11/2018
Encontros Transformadores

Prêmio bb Soluções

18/12/2018
2018 / 2º SEM.

Edição Curitiba

Como o tempo está te tratando?

Diálogo entre gerações: Evento em Curitiba contou com personalidades e palestras sobre os caminhos para a evolução na interação entre as diferentes idades

Poucas coisas são tão curitibanas para uma tarde de outono quanto a combinação sol e frio. E foi com esse clima que a cidade recebeu a terceira etapa do Inspira BB, o movimento que reúne personalidades e funcionários do Banco do Brasil em breves palestras para promover reflexões e ideias sobre as grandes questões da atualidade, lotando a icônica Ópera de Arame no sábado, 3 de junho.

O evento teve como tema Mundo em Transição: Como o Tempo Está Te Tratando? Diálogo entre Gerações e levou ao público à reflexão sobre a importância da interação entre as diferentes gerações, X, Y e Z, em um mundo constantemente em transformação. A etapa curitibana contou com a presença de figuras como Serginho Groisman e Marcelo D2, que se reuniram ao time de funcionários do banco.

Crédito: Henry Milléo


Enquanto as pessoas se acomodavam na plateia, projeções no telão apresentavam o diretor de teatro Antônio Abujamra, que declamava versos que celebram o tempo. Como o texto de Ricardo Gondim: “Contei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver daqui para frente do que já vivi até agora. Já não tenho tempo para lidar com mediocridades”, ambientando o público para o que seria apresentado a seguir.

Logo de início, o público se emocionou com a participação do dramaturgo Domingos de Oliveira, que aos 80 anos de idade interpretou um texto sobre ainda estar diante da vida como uma criança que brinca na praia, tendo o mar diante de si. Falou sobre a passagem do tempo, compartilhando mandamentos para uma vida plena. Sendo o primeiro: “Não contrarie seus desejos. Desejar é viver”. Ao fim da introdução, levou a plateia aos risos, saindo de cena empurrando a própria cadeira de rodas, na qual havia entrado sentado. A partir dali, emoção e reflexão seriam companhias constantes. 


Domingos Oliveira Crédito: Henry Milléo


O músico Marcelo D2 subiu ao palco para uma situação inusitada. Acostumado a atuar diante de multidões e muito barulho, dessa vez encontrou uma plateia sentada, em silêncio para ouvir a sua história. Prestes a completar 50 anos, o cantor falou sobre sua evolução ao longo da vida e sobre como hoje vive mais focado no autoconhecimento, ressaltando a importância dos cuidados com o corpo e com a mente. “Quero ficar por aí mais alguns anos”, emendando com humor: “Eu sei que já passei do meio da vida. Se bem que meu avô morreu aos 104. Então, devo ter mais um tempo pra fazer as coisas que eu gosto, com a minha família”.

Apresentação de Marcelo D2 Crédito: Henry Milléo


Também convicto da necessidade de viver a vida em família, subiu ao palco o apresentador Serginho Groisman. Ele, que teve seu primeiro filho aos 64 anos, ressaltou a importância de acreditar no que se vive. De construir a própria história de acordo com seus anseios. Contou sua trajetória, entrelaçada a grandes episódios da história brasileira, mas ressaltando que, sobretudo, o que acontecia ali era a estruturação de sua personalidade em contato com as outras. “Esqueça os holofotes, faça a diferença”, aconselhou, emendando: “O trabalho construiu minha carreira, mas meu filho me trouxe à vida”.


Serginho Groisman Crédito: Henry Milléo


O tema filhos permeou boa parte do evento, apontado pelos palestrantes como a grande experiência que os abriu totalmente para a interação com uma nova geração. Como foi o caso da funcionária do Banco do Brasil Mariana Mello, que falou sobre sua saga de ser mãe aos 22 anos. “Depois que nos tornamos mães, não somos mais as mesmas. Mãe não tem idade. Mãe é mãe.” Hoje, dez anos depois, fala com entusiasmo das diferenças entre a sua própria geração e a da filha Luisa, sempre grudada à mãe. “Dia desses encontrei uma fita VHS da minha festa de 15 anos e a Luisa se empolgou toda pra assistir, porque era a primeira vez que iria assistir a um filme em preto e branco”, riu, brincando em seguida: “Mas poxa, a festa foi em 1999, nem existia mais TV em preto e branco!”.


Mariana Mello Crédito: Henry Milléo

No palco, Mariana emocionou falando de seus aprendizados com a filha. Terminou a participação com uma declaração de amor a Luisa, provocando lágrimas entre a plateia: “Hoje, eu sou a aprendiz e você é a mais bela das minhas lições”.

As lágrimas contagiaram também o jornalista Marcos Piangers, que entrou no palco na sequência, enxugando os olhos. Piangers, que é autor do livro Papai é pop, não poupou esforços em trazer a convivência com as duas filhas para ilustrar a interação com os mais novos. “Ter um filho é um processo de aprendizagem contínua. É se deparar constantemente com aquilo que a gente erra. É evoluir todos os dias.” E foi justamente sobre a experiência com as filhas que Piangers falou ao público. Sobre a necessidade de dedicar um maior tempo à família. “No último dia da sua vida, você não vai pensar no seu trabalho. Vai pensar na sua vida. Na sua família!”, e continuou: “Família tem a ver com afeto, não com genética. É dedicação, é aquilo que você constrói”, cravou.


Marcos Piangers e Isaac do Vine Crédito: Henry Milléo


O youtuber mirim Isaac do Vine também esteve presente no evento. Aos 8 anos de idade, ele soma mais de 4 milhões de inscritos em seu canal no YouTube. Era a única criança em uma programação repleta de adultos e, apesar da pouca idade, fez questão de deixar um conselho que mexe com muita gente: “Lembrem que quando eram crianças, vocês se divertiam. E ainda podem”, arrancando sorrisos cúmplices de todos.